Diogo Piçarra cantou "Rescue Me" com Jared Leto na Altice Arena

Os Thirty Seconds to Mars, banda americana agora composta apenas pelos irmãos Jared e Shannon Leto, encerraram a sua digressão europeia com um concerto esta quarta-feira à noite em Lisboa

Confettis, balões voadores, fãs que choram, fãs que têm letras das músicas tatuadas no corpo, bandeiras de Portugal, da banda e da sua Monolith Tour, selfies aos milhares e, no final, um palco cheio de fãs a cantar com Jared e Shannon Leto um dos temas mais conhecidos dos Thirty Seconds to Mars, "Closer to the Edge", do álbum "This is War".

Foi assim o concerto de encerramento da digressão europeia da banda de Los Angeles, EUA, que aconteceu esta quarta-feira à noite na Altice Arena, Parque das Nações, em Lisboa. O grupo, fundado em 1998, passara na véspera pelo Altice Fórum Braga com outro espetáculo de promoção do seu quinto e último álbum "America".

"Rescue Me", um dos temas mais conhecidos deste trabalho dos Thirty Seconds to Mars, foi cantado por Jared Leto com a ajuda de um convidado especial, o português Diogo Piçarra, "Diego" na pronúncia do vocalista de 46 anos. Segundo as palavras do cofundador da banda esta é uma canção que fala "sobre ter fé, sobre a liberdade, sobre a guerra que todos travamos contra os medos, ansiedade, sobre a esperança de viver uma vida cheia de felicidade e sonhos".

Na sua conta oficial de Instagram, Diogo Piçarra partilhou fotos com Jared Leto e, numa outra conta, os seus fãs partilharam um vídeo do momento em que canta "Rescue Me" com Jared Leto. "Meuuu, que orgulho nisto! Que orgulho de ver o Diogo ao lado do @jaredleto a cantar "Rescue Me". Que orgulho ver o Diogo com os @30secondstomars no Altice Arena!"

No concerto, que começou atrasado, numa sala que demorou a compor-se, mas depois de estar composta ninguém a calou, Jared Leto mostrou porque é um verdadeiro mobilizador de multidões que chega a ter a sua própria tribo. De punho cerrado cantou "This is War", o público gritou com garra, soltaram-se balões gigantes e coloridos pelo ar.

No alinhamento da noite estiveram outros temas como "From Yesterday", "Do or Die", "City of Angels" ou "The Kill (Bury Me)". Em formato acústico, Shannon Leto, o irmão de Jared, de 48 anos, saiu da bateria para cantar "Remedy". Fez a vontade aos fãs que numa das bancadas superiores tinham colado um cartaz a dizer: "Shannon go solo!". Muitas vezes deixando o público entoar refrões, Jared, falando para Shannon, constata "Fuck, this is real!".

O espetáculo, o último da digressão europeia, como fizeram questão de lembrar or irmãos na sua página de Facebook, terminou com a subida ao palco de cerca de cem pessoas que estavam no Golden Circle da Altice Arena. Todos juntos, em uníssono, com milhares de telemóveis a filmar pelo meio, cantaram com Jared Leto o refrão do tema "Closer to the Edge": "No, no, no, no, I will never forget, No, no, I will never regret, No, no, I will live my life"...

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?