Digressão de celebração dos Dead Can Dance tem duas datas em Lisboa

Grupo de Lisa Gerrard e Brendan Perry lançará um álbum novo em novembro, o primeiro desde "Anastasis", de 2011

A digressão de celebração da carreira da dupla Dead Can Dance vai passar por Lisboa, nos dias 23 e 24 de maio do próximo ano, anunciou o grupo que vai lançar novo disco em novembro.

Na página do grupo composto por Lisa Gerrard e Brendan Perry, foram anunciadas as datas da digressão de celebração da vida e carreira do projeto musical, a começar por Rennes, em França, no dia 2 de maio de 2019, até Plovdiv, na Bulgária, em 30 de junho.

O novo disco, intitulado "Dionysus", e já disponível para encomendas na página de Dead Can Dance, é composto por dois atos: o primeiro inclui "Sea Borne", "Liberator of Minds" e "Dance of the Bacchantes", enquanto o segundo é composto por "The Mountain", "The Invocation", "The Forest" e "Psychopomp".

"Dionysus" é o primeiro álbum da dupla desde "Anastasis", de 2011.

Os Dead Can Dance passaram por Portugal em duas ocasiões desde que se reagruparam em 2011, ambas no Porto, na Casa da Música, em 2012, e no Primavera Sound, em 2013.

Antes do concerto no Parque da Cidade do Porto, Brendan Perry disse à Lusa que ele e Lisa Gerrard "nunca" estão "absolutamente na mesma página", ainda que compreendam "qual a direção que a música deve seguir, sem sempre concordar na forma de lá chegar".

"A nossa música é bastante clássica. Não ficou datada pela moda. Pode ir à década de 1980, 1990, 2000, nunca quisemos fazer música que fosse da moda ou daquele tempo, quisemos fazer música da imaginação, da mente, derivada de culturas antigas", disse o músico.

Os bilhetes do concerto, promovido pela Ritmos, vão estar disponíveis a partir de sexta-feira.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.