A noite em que Celeste Rodrigues e Madonna cantaram Elvis Presley

Recorde o momento entre a irmã mais nova de Amália Rodrigues, que morreu esta quarta-feira aos 95 anos, e a rainha da pop

Foi sensivelmente a meio de dezembro de 2017 que Celeste Rodrigues, fadista e irmã mais nova de Amália Rodrigues que morreu esta quarta-feira aos 95 anos, conheceu Madonna, em Alfama, num momento que ficou eternizado nas redes sociais da rainha da pop.

Na casa de fados Mesa de Frades, as duas cantaram "Can't Help Falling in Love", icónica música de Elvis Presley lançada em 1961.

"Elvis está a seguir-me para todo o lado. É maravilhoso sentar-me ao lado desta lenda viva, Celeste Rodrigues, e cantar com ela. Uma das minhas músicas favoritas. Com o guitarrista Tumiko!", escreveu então Madonna no Instagram.

Na mesma noite e num momento que Madonna também partilhou nas redes sociais, houve ainda um momento de homenagem a Cesária Évora, com uma interpretação de "Petit Pays".

"Uma típica noite lisboeta. Um pequeno tributo à grande Cesária Évora, com Dino D'Santiago, Eva e a lendária Celeste Rodrigues. Saudades!", sublinhou Madonna.

A Comendadora que descobriu a pintura aos 78 anos

Celeste Rodrigues recebeu, em junho de 2012, o grau de Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique das mãos de Cavaco Silva.

Nunca parou de cantar e, aos 78 anos, descobriu a pintura numa noite de insónia,

Gostava de ver montras, de se arranjar e de comprar roupa. Reconhecia em conversa com Maria José da Costa Félix ser "um bocadinho coquete", no livro Envelhecer sem Ficar Velho (Oficina do Livro, 2013).

Foi uma das primeiras fadistas a internacionalizar-se e era a fadista portuguesa há mais tempo no ativo. Continuava a cantar com regularidade no Café Luso, no Bairro Alto. Na Mesa de Frades, outra casa de fados lisboeta, em Alfama, conhecera Madonna, com quem cantou numa sessão em dezembro de 2017. Nesse ano, a cantora americana, acabada de se mudar para Lisboa, convidaria Celeste Rodrigues para passar o ano na sua casa em Nova Iorque. Celeste atravessou o oceano para a festa, aos 94 anos. "Não gosto de morrer, mas reconheço que todos temos de morrer", disse a Maria José da Costa Félix. "Já que não há hipótese de lhe fugir, que seja o mais tarde possível!"

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