Premium 'A Casa de Papel'. Depois do assalto vem a parte difícil: sobreviver

A terceira temporada da série espanhola A Casa de Papel chega finalmente. E agora com o famoso novo membro: Lisboa.

"Agora eu já não sou a inspetora Murillo. Chamo-me Lisboa." É assim que, a meio do primeiro episódio da terceira temporada de La Casa de Papel, a investigadora policial Raquel Murillo, que antes se tinha apaixonado por Professor, anuncia que mudou de lado e está agora com o grupo que tomou de assalto a Casa da Moeda espanhola. Interpretada pela atriz Itziar Ituño, Lisboa vai juntar-se ao Professor, Tóquio, Rio, Nairóbi, Helsínquia, Denver e Estocolmo. O grupo de mascarados com nomes de cidades está a crescer. Ricos, depois de terem roubado centenas de milhões de euros da Casa da Moeda, e vivendo mais ou menos disfarçados em lugares paradisíacos espalhados pelo mundo, os ladrões vão voltar a juntar-se para um novo assalto e uma nova temporada de episódios, que vão estar disponíveis na plataforma de streaming Netflix a partir de dia 19 deste mês.

"Penso que as pessoas vão devorá-la num ou dois dias", disse o ator Álvaro Morte à AFP na apresentação da temporada, nesta semana, em Madrid. Segundo o Professor, estes novos episódios terão "muita emoção, muita tensão e muitas explosões". O Professor e o seu gangue vão fazer mais um assalto, "o maior assalto alguma vez imaginado", promete a produção da série num comunicado.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.