Estreias: Julianne Moore canta ópera para a guerrilha sul americana

O regresso de Julianne Moore em Bel Canto e uma animação com a figura lendária de Ryszard Kapuscinski estreiam na mesma semana em que se destaca O Outro Lado do Vento, filme póstumo de Orson Welles.

O nome do polaco Ryszard Kapuscinski (1932-2007) está indissociavelmente ligado às memórias jornalísticas do nascimento de Angola como país independente. O seu livro Mais um Dia de Vida ficou mesmo como uma memória dramática dos dias atribulados de 1975, sendo agora o ponto de partida para um filme com o seu quê de experimental. Esta é também a semana em que, finalmente, é possível descobrir um título inédito de Orson Welles cuja rodagem decorreu há mais de 40 anos. Uma outra estreia é a da atriz Julianne Moore numa aventura inesperada.

BEL CANTO - Distinguida com um Oscar em 2015, Julianne Moore nem sempre tem conseguido manter-se na linha da frente de Hollywood. Neste caso, sob a direcção de Paul Weitz, ela interpreta a personagem de uma cantora lírica feita refém num ato de guerrilha contra o presidente de um país (fictício) da América do Sul - baseado no "best-seller" de Ann Patchett.

O OUTRO LADO DO VENTO - Foi em 1970 que Orson Welles começou a rodar este retrato íntimo de um cineasta de Hollywood (interpretado por outro cineasta: John Huston). Foi preciso esperar até 2018 para, finalmente, o vermos (em streaming, na Netflix): a sua visão de Hollywood traz-nos, afinal, uma reflexão tão atual quanto paradoxal sobre a possibilidade de o cinema desaparecer, sugado por novas formas de difusão e entretenimento.

MAIS UM DIA DE VIDA - Com realização de Raúl de la Fuente e Damian Nenow, esta é uma evocação do trabalho jornalístico de Ryszard Kapuscinski em Angola, realizada a partir de uma sugestiva opção: estamos perante um filme de desenhos animados que recria a experiência do repórter, cruzando-a com testemunhos de algumas pessoas que o conheceram e também imagens documentais do período da guerra civil.

A RAPARIGA APANHADA NA TEIA DE ARANHA - Está de volta a personagem de Lisbeth Salander, nascida nos livros do sueco Stieg Larsson. O universo de thriller assombrado surge, deste vez, sob a batuta de Fede Alvarez, um cineasta nascido no Uruguai, com uma atriz inglesa, Claire Foy (popularizada com a série televisiva The Crown) a assumir a personagem de Lisbeth.

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