Cordoaria Nacional recebe exposição inédita de AI Weiwei

Eleito o artista mais popular do mundo em 2020 peloThe Art Newspaper, é mundialmente reconhecido pelo seu ativismo político - é uma voz crítica do regime chinês - e por ligar a arte a questões sociais e dos direitos humanos.

Ai Weiwei, artista contemporâneo e ativista chinês, vem pela primeira vez a Portugal com uma exposição inédita. "Rapture", o nome da mostra, estreia-se na Cordoaria Nacional a partir de 4 de junho de 2021.

Eleito o artista mais popular do mundo em 2020 pelo The Art Newspaper, é mundialmente reconhecido pelo seu ativismo político - é uma voz crítica do regime chinês - e por ligar a arte a questões sociais e dos direitos humanos.

Com curadoria do brasileiro Marcello Dantas, a exposição apresentará alguns dos trabalhos mais icónicos do artista, assim como obras originais produzidas em Portugal que exploram técnicas tradicionais revisitadas.

D3 acordo com nota enviada aos meios de comunicação, a palavra Rapture, em inglês, poderá ter várias leituras: "O momento transcendente que conecta a dimensão terrena e a dimensão espiritual; o sequestro dos direitos e liberdades de cada um" ou ainda "a ligação entre o entusiasmo sensorial com o êxtase".

Para Ai Weiwei, "Rapture" é um pouco de todas essas ideias tomando forma numa exposição inédita que propõe apresentar as duas dimensões criativas de um artista ícone dos nossos tempos: realidade e fantasia.

Algumas das obras históricas que estarão expostas na Cordoaria Nacional são "Snake Ceiling" (2009), uma grande instalação em forma de serpente constituída por centenas de mochilas de crianças, em memória dos estudantes mortos no terremoto de Sichuan, em 2008; "Circle of Animals" (2010), na qual o artista revisita uma série de esculturas composta por doze cabeças de animais do zodíaco chinês que adornavam uma fonte no jardim Yuanming Yuan, nos arredores de Pequim, durante a dinastia Qing; e "Law of the Journey" (Prototype C) (2016), que consiste num barco insuflável de 16 metros de comprimento com figuras humanas e faz alusão a um dos temas mais recorrentes na obra do artista: a crise global de refugiados.

No decorrer da exposição, haverá um ciclo de documentários sobre a vida e trabalho de Ai Weiwei.

Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais (a exposição termina a 28 de novembro de 2021).

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