Brinde com medronho e champanhe nos 97 anos de Eduardo Lourenço

Ensaísta teve festa virtual através de videoconferência.

São 97 anos, muitos aniversários comemorados. Mas, como escreveu Luís de Camões, "continuamente vemos novidades" e neste sábado o consagrado pensador foi brindado com uma videoconferência na plataforma Zoom com alguns dos seus amigos.

O antigo jornalista do DN Carlos Albino partilhou na sua conta de Facebook o momento. Além do histórico jornalista que em 25 de Abril de 1974 emitiu a senha da revolução (Grândola, vila morena) e da mulher, a escritora Lídia Jorge, participaram na festividade a presidente da Fundação José Saramago Pilar del Río, a escritora brasileira Nélida Piñon, o ex-ministro da Cultura José Pinto Ribeiro, e os jornalistas José Carlos Vasconcelos e Anabela Mota Ribeiro.

Na ocasião uns brindaram com champanhe e outros, Lídia Jorge e Carlos Albino, vincando a sua origem algarvia, com a bebida típica da região, o medronho.

Eduardo Lourenço nasceu há 97 anos em São Pedro de Rio Seco, uma aldeia no distrito da Guarda. Licenciado na Universidade de Coimbra em Ciências Histórico-Filosóficas, inicia uma carreira de professor universitário que o levará à Alemanha, Brasil e França (tendo aqui fixado residência durante largos anos).

Entre as suas principais obras de ensaio conta-se Heterodoxia I e II (1949 e 57), Pessoa Revisitado (1973) ou Fascismo nunca Existiu (1976).

Distinguido com os principais prémios da língua portuguesa, como o Camões ou o Pessoa, recebeu também várias condecorações em Portugal e França.

É conselheiro de Estado do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

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