Arte e Território: a Beira Interior atráves da lente de nove fotógrafos

A exposição de fotografia Arte e Território vai estar no Espaço do Novobanco até setembro. Uma parceria do Novobanco com o Jornal do Fundão que junta nove fotógrafos portugueses em nove concelhos do interior.

Intitulada Arte e Território, a exposição inaugurada esta quinta-feira no Espaço do Novo Banco em Lisboa, é uma mostra de fotografia contemporânea promovida pelo Jornal do Fundão que revela a Beira Interior pelo olhar de nove fotógrafos. Com entrada gratuita, a exibição vai estar patente até setembro e depois vai viajar pelos nove locais representados nas fotos.

A exposição junta nove fotógrafos portugueses em nove concelhos do interior, onde passaram 5 dias. Este desafio foi lançado pelo Jornal do Fundão com o apoio do Novo Banco e de autarquias do Interior: Belmonte, Castelo Branco, Covilhã, Fundão, Idanha-a-Nova, Pampilhosa da Serra, Penamacor, Proença-a-Nova e Sabugal.

A Arte e Território tem o objetivo de promover a cultura e um conjunto de residências artísticas, convidando e dando a conhecer o trabalho de fotógrafos portugueses contemporâneos no espaço geográfico entre o Tejo e o Zêzere.

"Eu queria que as pessoas vissem esta exposição, saíssem daqui e fossem viver para a Beira Interior. Quero que saiam daqui alertadas e que estas regiões precisam de nós e ajuda" explicou o coordenador do projeto, João Dias, em conversa com o DN.

Depois de uma vida inteira com a família em Lisboa, João Dias mudou-se para Atalaia do Campo, no concelho do Fundão. O Jornal do Fundão convidou-o para organizar e coordenar esta exposição e o conjunto de residências.

"Eu próprio era um iniciante no território e estava na mesma situação que os outros fotógrafos que não conheciam bem os locais. Foi um desafio muito grande que me obrigou a muita pesquisa", afirmou João Dias. Das três fotografias expostas

Os nove fotógrafos com obras expostas são: Valter Vinagre, Rui Dias Monteiro, Paulina Dias Monteiro, Paulina Valente Pimentel, Fábio Cunha, Céu Guarda, António Bernardo, João Dias, Martim Ramos e Helena Gonçalves.

A fotógrafa Céu Guarda esteve na região de Idanha-a-Nova durante apenas quatro dias. Passou pela aldeia Extrema, Segura e Monfortinho, devido aos seus nomes. Tem duas fotografias expostas, mas cinco foram publicadas no jornal. Optou por fotografar mais a noite e desertificação dos lugares, por ser "triste e ao mesmo tempo fascinante do ponto de vista fotográfico."

"As minhas imagens parecem muito um cenário de um filme. Eu senti muito que o cenário está lá. Pronto para filmar mas não há lá ninguém", afirmou Céu Guarda, numa conversa com o DN.

"Quero que as pessoas pensem um bocadinho e reflitam sobre o mundo em que vivemos, quando olham para as minhas fotografias", acrescentou.

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