Exclusivo A nostalgia de um escritor na primeira pessoa por Murakami

Em oito contos, o escritor Haruki Murakami leva o leitor por uma autobiografia ficcionada, escondendo-se por trás - ou revelando-a de forma clara - do seu poder em transformar o pormenor de um passado num universo literário que casa as obsessões de uma vida com as dos seus personagens. O DN revela a pré-publicação de um excerto do livro. Outras novidades: a biografia de Stephen Crane por Paul Auster e o romance Herança de Vigdis Hjorth.

A tradução dos livros de Haruki Murakami para a língua portuguesa mantém uma regularidade impressionante por parte da editora nacional que o publica, a Casa das Letras, e não será por acaso, afinal o escritor japonês tem um alargado grupo de fiéis leitores no nosso país que aguardam por cada novo romance ou edição de títulos anteriores. Mesmo que nos últimos tempos tenha chegado a Portugal alguma "concorrência" de autores da literatura japonesa como Hiromi Kawakami e Toshikazu Kawaguchi, que no caso do segundo andou pela tabela dos mais vendidos várias semanas, Murakami é o único representante daquela literatura a ter sucesso garantido. Ou seja, tornou-se um "clássico" para os portugueses desde que foi por cá lançado um seu primeiro livro, Norwegian Wood (o quinto do autor), um dos melhores trabalhos de Murakami e no qual estão presentes as grandes linhas da sua escrita futura.

Chega agora às livrarias a mais recente coletânea de contos, intitulada Primeira Pessoa do Singular, uma recolha de oito histórias narradas no tempo verbal que o título refere. Sete dos textos foram publicados em revistas, entre as quais a japonesa Bungakukai e as ocidentais Granta e The New Yorker, enquanto a que faz o título é inédita. Pode dizer-se que o volume não defrauda os leitores, pelo contrário a sua leitura torna-se sucessivamente apaixonante devido à forma com que Murakami aborda cada uma das histórias.

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