Universo está a ficar cada vez mais frio

Equipa internacional de cientistas, após medições da temperatura de gás em galáxia distante, confirma que o Universo está cada vez mais frio, como previsto pela Teoria do Big Bang.

Astrónomos da Suécia, França, Alemanha e Austrália utilizaram um rádio-telescópio da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth (CSIRO, sigla em inglês), na província australiana da Nova Gales do Sul, para medir a temperatura de quando o Universo tinha metade de sua idade atual.

"Esta é a medida mais precisa já feita de como o Universo arrefeceu durante os seus 13,77 mil milhões de anos de história",disse o Dr. Robert Braun, cientista-chefe da CSIRO.

Como a luz leva algum tempo para trazer as imagens das galáxias distantes da Terra, como elas eram no momento em que o seu reflexo partiu de lá, quando olhamos para o espaço vemos como o Universo foi no passado.

Os cientistas estudaram um gás de uma galáxia não-identificada a 7,2 mil milhões de anos luz do nosso planeta. O que continua a manter esse gás aquecido é a radiação cósmica remanescente do brilho do Big Bang. Atrás dessa galáxia, por acaso, há uma outra, um quasar (chamado PKS 1830-211).

As ondas de rádio emitidas por esse quasar passam através do gás da galáxia em primeiro plano.Sendo assim, as moléculas de gás absorvem alguma energia das ondas de rádio. Isso confere uma "impressão digital" única às ondas de rádio.

Os astrónomos calcularam a temperatura do gás a partir dessa "impressão digital". Descobriu-se que era de 5,8 Kelvin (-267,92 graus centígrados), mais elevada que os atuais 2,73 Kelvin (-270,27graus centígrados).

Segundo a Teoria do Big Bang, conforme o Universo se expande, a temperatura da radiação cósmica cai lentamente. "Isso é apenas o que vimos em nossas medições.O universo de alguns mil milhões de anos atrás era alguns graus mais quente do que é agora, exatamente como a Teoria do Big Bang prevê",disse o pesquisador chefe Dr. Sebastien Muller, do Observatório Espacial Onsala, da Universidade de Tecnologia Chalmers, na Suécia. O estudo foi publicado no periódico científico Astronomy & Astrophysics.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG