Trigémeos panda nasceram na China

São os primeiros trigémios de panda gigante a sobreviver. A notícia é dada com cautela, enquanto os pequenos animais se instalam no mundo dentro de uma incubadora num parque animal, na China.

Um zoológico chinês divulgou, esta terça-feira, fotografias de três filhotes de panda-gigante que, segundo a France Presse, são os primeiros trigémeos do animal a sobreviver no mundo. Nas fotografias vêem-se um dos filhotes de Juxiao, a mãe, dentro de uma incubadora no Chimelong Safari Park em Guangzhou, na província chinesa de Guangdong.

Os panda-gigante (ainda pequeninos) nasceram na sequência de procedimentos de inseminação artificial. O nascimento das três crias é visto como um milagre, devido à baixa taxa de reprodução de pandas gigantes.

Em comunicado divulgado hoje, a instituição afirma que os filhotes seriam os únicos trigémeos de panda sobreviventes. No entanto, autoridades do mundo animal ainda consideram que os animais são muito jovens para serem classificados como sobreviventes, mas ainda assim são os únicos trigémeos de panda vivos no mundo.

Também hoje, o Telegraph fala na possibilidade da panda Tian Tian, residente no Jardim Zoológico de Edimburgo (Escócia), estar grávida e poder dar à luz no final deste mês. Responsáveis do zoo têm monitorizado Tian Tian desde que ela foi inseminada artificialmente no dia 13 de abril.

Iain Valentine, diretor de pandas no zoológico, disse que "isto tudo é ciência muito nova e complexa e ainda vamos a tempo para que, tal como no ano passado, a perda tardia de um filhote permaneça inteiramente possível", confessou ao jornal britânico referindo-se ao aborto da fêmea Tian Tian, após esta ter sido inseminada artificialmente.

Durante os últimos anos têm sido várias as iniciativas de aviso para o risco de extinção do panda- gigante e para recolha de alguns fundos para a sua proteção. O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) alertou, em 2009, para o desaparecimento em duas ou três gerações do panda-gigante na China, devido o rápido crescimento económico que tem vindo a destruir o habitat natural destes animais, o que dificulta a sua reprodução.

Na mesma altura contabilizavam-se cerca de 1600 pandas a viverem em liberdade na China, a maioria nas províncias de Sichuan (sudoeste), Shaanxi (Norte) e Gansu (noroeste). No entanto, as estimativas da WWF apontavam para 43% dos habitats naturais que não eram áreas protegidas, nos quais continuam a ser construídas infraestruturas que restringem a liberdade de movimentos do panda-gigante, obstruindo rotas de migração e prejudicando a saudável troca de genes entre representantes da espécie.

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