Microsoft apresenta Cortana, a rival de Siri

A Microsoft mostrou hoje ao mundo, na conferência Build, em São Francisco, a sua versão de inteligência artificial para 'smartphones', chamada Cortana.

O nome é retirado da serie de jogos de vídeo da Xbox "Halo" -- Cortana é o computador inteligente da história. No mundo real, é uma assistente digital que permite dar comandos verbais ao telefone, marcar compromissos, escolher música para ouvir ou até buscas na internet, tudo através de linguagem comum.

Este novo serviço para o Windows Phone, o sistema operativo para 'smartphones' da Microsoft, surge quase dois anos após a Apple ter incluído a assistente Siri no iPhone e iPad. Também o Android tem um sistema semelhante, chamado Google Now. Até agora, o Windows Phone podia receber ordens verbais -- como ordenar a marcação de um número ou solicitar o lançamento de uma app -- mas o sistema era mais limitado do que a concorrência.

A Cortana -- tem voz feminina -- promete ir mais longe. O vice-presidente da Microsoft para o Windows Phone, Joe Belfiore, demonstrou hoje na conferência para programadores como o sistema tenta, inclusivamente, antecipar as necessidades do utilizador. Quando é chamada, a assistente sugere uma ação com base no histórico de utilização.

Esse histórico, segundo Belfiore, é armazenado num "bloco de notas" que pode ser editado pelo utilizador de forma a melhorar a resposta do sistema.

Durante a demonstração, relata a BBC, foi ainda perceptível como a "inteligência artificial" de Cortana foi programada com algum sentido de humor. Quando lhe perguntaram se gostava do seu nome, respondeu: "Adoro. É sem dúvida melhor do que Assistente Pessoal da Microsoft V1 2014".

E quando lhe pediram para contar a história do próximo jogo da série Halo, disse: "Tenho a certeza que o seu nível de acesso não lhe permite ter essa informação".

Mas nem tudo correu bem na apresentação da Microsoft (algo que já é quase tradição -- muitos ainda se lembrarão quando o Windows 98 mostrou o "ecrã azul da morte" a Bill Gates durante a sua apresentação ao mundo).

Belfiore não conseguiu pôr a Cortana a converter a temperatura de graus Celsius para Kelvin. E por uma vez não compreendeu o pedido para fazer uma chamada.

Nestes casos, a solução, como disse o responsável da Microsoft, será introduzir os dados... à mão.

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