Yahoo! processa Facebook por usurpação de patentes

O portal "on-line" Yahoo! processou hoje a rede social Facebook, que acusa de usurpar algumas das suas patentes, como a relativa à publicidade, à proteção da vida privada e ao serviço de conversação.

A acusação foi hoje apresentada num tribunal federal da Califórnia, em San José, de acordo com uma cópia disponibilizada pelo portal especializado All Things Digital, citado pela AFP.

No total, o Yahoo! identifica dez patentes que o Facebook terá alegadamente usado sem autorização.

"Para uma larga maioria da tecnologia em que assenta o Facebook, o Yahoo! chegou primeiro e, por isso, obteve as patentes para proteger estas inovações", afirma a empresa tecnológica Yahoo!, que detém mais de mil patentes.

O portal acrescenta que "todo o modelo de rede social do Facebook, que permite aos cibernautas criar perfis e ligar-se com outras pessoas e empresas, é baseado na tecnologia patenteada como rede social do Yahoo!" e que "antes de adotar a tecnologia do Yahoo! em 2008, o Facebook era considerado como um dos portais 'on-line' menos capazes para [receber] publicidade".

Ainda que os conflitos de propriedade intelectual sejam muito frequentes nos Estados Unidos, a acusação contra o Facebook surge num momento pouco conveniente para a rede social de Mark Zuckerberg, que prepara a entrada da empresa em bolsa.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?