Tecnologia da ZON cobiçada por operadores estrangeiros

Há operadores de cabo estrangeiros interessados em algumas soluções tecnológicas da Zon, revelou hoje o administrador Luís Lopes, em Londres, à margem de um congresso da indústria europeia.

"Há interesse de asiáticos e da América Latina", disse à agência Lusa, à margem do Cable Congress, que decorre até quinta-feira.

Como exemplos, deu o caso do interface intuitivo Íris, que é igual na televisão, computador ou 'smartphone', ou a funcionalidade Timewarp, que permite gravar 80 canais durante sete dias.

A operadora portuguesa possui ainda patentes registadas, algumas partilhadas com parceiros tecnológicos, que já se encontram "licenciadas" a terceiros, indicou.

Porém, Luís Lopes afirmou que o licenciamento destas soluções a terceiros não é um negócio prioritário e que "o que leva a ZON a inovar é melhorar o serviço aos nossos consumidores".

O pioneirismo da operadora portuguesa foi reconhecido pelos seus pares, que votaram o diretor de Planeamento, Engenharia e Operações da ZON, José Pascoal, para o Prémio Cabo Europeu de profissional do ano.

"A Zon está à frente de toda a gente e nestes dois últimos anos tem estado mais ativa, envolvida em novos projetos a nível europeu no desenvolvimento de novas soluções para o mercado", justificou este responsável à agência Lusa.

A funcionalidade Timewarp também estava nomeada para o outro prémio anunciado hoje, o de Inovação, mas este foi atribuído ao projeto belga VOOmotion.

Esta é a segunda edição destes Prémios do Cabo Europeu, que pretendem distinguir o que melhor se faz na indústria, e foram atribuídos no segundo dia do Congresso do Cabo.

O evento conta com 800 delegados e mais de 70 oradores de todo o mundo, incluindo os portugueses José Pedro Pereira da Costa e Luís Lopes, administradores da Zon.

Exclusivos