Selfies antigas de pessoas nuas em smartphones Android

Milhares de fotografias pessoais apagadas pelos proprietários, incluindo "selfies" de pessoas nuas, foram recuperadas em smartphones Android, revela um estudo publicado pela empresa de antivírus Avast que deteta uma falha no processo de reposição do sistema aos parâmetros de fábrica.

Ao adquirir 20 dispositivos em segunda mão no eBay, a empresa checa descobriu que a função "factory reset" dos smartphones Android, que supostamente restaura as configurações de fábrica e apaga todos os dados do aparelho, contém uma falha.

O estudo permitiu recuperar mais de 40 mil fotografias (incluindo 750 "selfies" de mulheres nuas e 250 de homens nus), e-mails, mensagens de texto e contactos, pois o sistema operativo só apaga as informações de uma forma superficial, noticia a BBC..

A companhia alertou os utilizadores que desejam vender os seus telemóveis que apagar os dados e fazer um restart ao aparelho "não é suficiente".

A Google, proprietária do sistema operativo que licencia gratuitamente, retorquiu que o estudo "parece ser baseado em versões e dispositivos [Android] antigos e que não reflete as medidas de segurança existentes nas versões atuais, usadas por 85% dos utilizadores."

Segundo a Google, o estudo engloba apenas as versões anteriores à Android 4.0.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Islamofobia e cristianofobia

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a história, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como "uma nova página no diálogo entre cristianismo e islão". É preciso ler e estudar o "Documento sobre a fraternidade humana", então assinado por ele e pelo grande imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou missa para 150 mil cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

Premium

Adriano Moreira

Uma ameaça à cidadania

A conquista ocidental, que com ela procurou ocidentalizar o mundo em que agora crescem os emergentes que parecem desenhar-lhe o outono, do modelo democrático-liberal, no qual a cidadania implica o dever de votar, escolhendo entre propostas claras a que lhe parece mais adequada para servir o interesse comum, nacional e internacional, tem sofrido fragilidades que vão para além da reforma do sistema porque vão no sentido de o substituir. Não há muitas décadas, a última foi a da lembrança que deixou rasto na Segunda Guerra Mundial, pelo que a ameaça regressa a várias latitudes.