Informáticos põem apps Apple a correr num Android

Correr no mesmo aparelho tanto apps da Android como da Apple (iOS) é possível graças a um novo software desenvolvido por informáticos norte-americanos. O Cider, como foi denominado, passa "uma rasteira" às apps iOS, levando-as a funcionar nativamente no ambiente Linux do Android, ou seja, como se estivessem no sistema operativo para aparelhos móveis da Apple.

A ideia spartiu de um grupo de seis alunos de pós-graduação da Universidade de Columbia, nos EUA, alegadamente fartos das limitações que os utilizadores dos smartphones e dos tablets são obrigados a aceitar. Com o Cider, é possível por a funcionar, num mesmo aparelho Android, tanto as apps para este sistema operativo como os programas desenhados para o iOS.

De acordo com um ensaio académico publicado pela equipa responsável, com o Cider é possível juntar o melhor dos dois mundos: aceder num Android aos conteúdos do iTunes, da Apple, e correr as apps daqui descarregadas lado a lado com programas que, por exemplo, necessitem de Flash, que não é suportado pelos aparelhos da marca da maçã.

A julgar pela descrição feita num vídeo publicado no YouTube que reproduzimos nesta página, o Cider parece ter tudo para se tornar um êxito, mas a equipa de jovens informáticos já fez saber, segundo a BBC, que o programa é apenas um protótipo e que não há quaisquer planos para o transformar num produto comercial.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?

Premium

Catarina Carvalho

O populismo na campanha Marques Vidal

Há uma esperança: não teve efeito na opinião pública a polémica da escolha do novo procurador-geral da República. É, pelo menos, isso que dizem os estudos de opinião - o número dos que achavam que Joana Marques Vidal devia continuar PGR permaneceu inalterável entre o início do ano e estas últimas semanas. Isto retirando o facto, já de si notável, de que haja sondagens sobre este assunto.