Anonymous ataca MIT em tributo a Aaron Swartz

Os hackers do grupo Anonymous assumiram-se como os responsáveis pelo ataque à página oficial do MIT (Massachutsetts Institute of Technology), ontem, dia 13 de janeiro.

O grupo de ativistas informáticos afirmam que era necessário fazer um elogio Aaron Swartz, o jovem de 26 anos génio da informática que se encontrava no meio de uma batalha legal pelos direitos de autor do banco de artigos académicos do JSTOR (Journal Storage) e que se suicidou na passada sexta-feira.

"Quer tenha ou não o contribuído para o seu suícidio, a acusação de Swartz pelo governo foi uma falta de justiça grotesca, uma distorcida e preversa sobra de justiça pela qual Aaron morreu a lutar", dizem os membros do Anonymous.

Na sua mensagem, fazem uma ode à obra do ativista e defendem uma reforma da ideia de propriedade intelectual e das leis sobre o crime informático. "A informação é poder. Mas como todo o poder, existem aqueles que o querem manter apenas para eles mesmos (...) existem pessoas a lutar para que isso mude (...) mas toda esta acção é feita no escuro, escondida no subsolo. É chamada de 'roubo' ou 'pirataria'".

O grupo também disse que a morte de Aaron Swartz deve ser uma inspiração para todos os defensores da liberdade na internet: "Nós alertamos para que esta tragédia seja a base para um compromisso renovado e inabalável de uma Internet livre e sem restrições, poupada da censura, com a igualdade de acesso e para todos".

Apesar das suas dúvidas quanto à mão do governo no fim de Swartz, o Anonymous iliba o MIT e pede desculpas pela invasão do seu site na rede global. A sua mensagem precedeu a do presidente do instituto, Rafael Reif, que escreveu uma carta aos alunos, ex-alunos e outros membros da comunidade escolar esclarecendo que iria atentar no papel que o MIT desempenhou no caso Swartz.

Pelos vistos, o grupo de hackers foi mais sensível que a família de Aaron, que teceu duras críticas ao instituto americano por este ter prolongado a batalha judicial "recusando-se a defender Aaron e os princípios mais preciosos da sua própria comunidade".

O próprio JSTOR, que levantou um processo contra Swartz em 2011, lançou um comunicado durante o fim-de-semana passado, declarando que a empresa estava "profundamente entristecida" com o sucedido.

Por toda a internet, foram prestados tributos a Aaron Swartz, como o de Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web e professor do MIT, que o considera um "mentor, um sábio ancião".

Aaron Swartz, que criou o sistema RSS aos 14 anos e co-fundou o site Reddit, defensor da liberdade de circulação de informação na Internet, suicidou-se na sexta-feira em Nova Iorque, aos 26 anos. Estava a poucas semanas de ir a julgamento acusado de ter roubado 4,8 milhões de documentos de teor científico e literário da plataforma na Internet JSTOR, sujeito a uma pena de 35 anos de prisão e multas de um milhão de dólares.

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