Sondas em alerta com cometa que "roçou" Marte

(ATUALIZADA) A comunidade científica esperava este domingo conseguir imagens únicas vindas de Marte, quando um cometa passou perto do planeta vermelho. As sondas em órbita e no solo tiveram câmaras apontadas para o espaço para captar o espetáculo.

O cometa, batizado Siding Spring, passou a 139.500 quilómetros de Marte - em termos astronómicos, é o mesmo que dizer que quase roça o planeta.

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As sondas que as agências espaciais americana, europeia e indiana têm órbita de Marte receberam ordens por telemetria para que estejam na melhor posição para captar imagens do cometa, que esteve no seu ponto mais próximo do planeta vermelho às 19:27 em Portugal continental.

O Siding Spring, também conhecido como C/2013 A1, foi fotografado em março pelo telescópio espacial Hubble.

O cometa, maioritariamente composto por gelo, provém da nuvem de Oort, a grande esfera de bolas de gelo e poeira que fica muito para além dos planetas, restos da formação do Sistema Solar há mais de 4,5 mil milhões de anos.

O Siding Spring contém assim, preservada, alguma da matéria prima que deu origem aos planetas.

O cometa foi provavelmente retirado da sua órbita na nuvem de Oort "pela passagem de uma estrela próxima", explica à BBC Carey Lisse, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade de John Hopkins, nos Estados Unidos.

"O cometa começou a sua viagem [em direção ao Sol] provavelmente no início da raça humana e só agora está a chegar. E só o conseguimos observar porque construímos satélites e 'rovers' que são os nossos postos avançados em Marte", acrescentou.

A NASA tem em órbita do planeta o Mars Reconnaisance Orbiter, que tentará fotografar o cometa com resolução suficiente para perceber a sua forma - algo que nunca foi conseguido num objeto oriundo da nuvem de Oort.

No solo, os 'rovers' Curiosity e Opportunity irão tentar observar o Siding Sping nos céus marcianos, bem como quaisquer perturbações atmosféricas que surjam, possivelmente sob a forma de "estrelas cadentes".

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