Se bebe bebidas energéticas, a OMS tem um recado para si

A Organização Mundial de Saúde adverte que o consumo de bebidas energéticas pode ser perigoso para a saúde pública. O investigador português João Breda diz que o perigo advém principalmente da cafeína.

A sobredose de cafeína pode causar palpitações, hipertensão, convulsões e mesmo, em casos raros, a morte. Embora seja necessário fazer mais estudos para avaliar os efeitos a longo prazo do consumo destas bebidas, a OMS garante que a preocupação pública e científica acerca do aumento do consumo "é válida em termos gerais."

João Breda, português à frente do programa para Nutrição, Atividade Física e Obesidade dos escritórios europeus da OMS, é o principal autor do artigo e sublinha ao El País: "Quando se encontra em saúde pública algo que possa ser importante, há que iniciar a discussão sobre esse possível problema quanto antes, e é isso que tentamos fazer."

Trabalhos realizados nos Estados Unidos, citados pelo El País, encontraram uma correlação entre o consumo elevado de bebidas energéticas e a prática de atividades de risco como sexo desprotegido, o envolvimento em lutas ou conduzir sem cinto de segurança.

Outro aspeto perigoso destas bebidas é o seu consumo em conjunto com o álcool, o que pode ocultar os efeitos do álcool e dar uma falsa impressão de resistência.

Nos últimos anos as bebidas energéticas têm ganho cada vez mais popularidade. A Agência Europeia de Segurança Alimentar destaca num estudo de 2013 que 30% dos adultos, 68% dos adolescentes e 18% das crianças consomem bebidas energéticas. Cerca de 12% dos consumidores adolescentes já tinham bebido mais de um litro num só dia, segundo o mesmo estudo.

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