Vigiar a saúde através de mosquitos e carraças

Chama-se Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infecciosas e no ano passado foi lá que identificaram os dois primeiros casos de dengue na Madeira.

Os laboratórios, que pertencem ao Instituto Ricardo Jorge, fazem parte da rede de vigilância que analisa mosquitos e carraças e identifica os vírus e bactérias que podem transmitir doenças às pessoas. Em 2012, rede Revive, um programa de vigilância, que conta com a colaboração das Administrações Regionais de Saúde (ARS), identificou mais de 47 mil mosquitos de 22 espécies diferentes. Apenas uma exótica na Madeira: o Aedes Aegypti, que transmite dengue.

Mas o trabalho do centro não termina aqui. Além do diagnóstico - situações em que há suspeita de uma pessoa estar infetada - no caso dos mosquito, também o mesmo trabalho é feito com carraças. A doença mais comum é a febre da carraça e ainda mata em Portugal. No ano passado, de acordo com os dados da rede Revive, que foram ontem apresentados, foram identificadas 10.331 carraças de 13 espécies em 84 concelhos.

Em média, o laboratório recebe entre 800 e 1000 pedidos de diagnóstico para a febre da carraça. Cerca de 220 são positivos. Em média por ano há nove a dez casos de morte. Sobretudo idosos, cujo sistema imunológico está mais debilitado. No caso da doença de Lyme, também provocado pela carraça, são registados em média 35 a 40 novos casos por ano. É uma doença tratável com antibiótico. Mas se não for detetada, numa fase mais avançada a pessoa pode ter artrites, paralisia facial e sintomas muito semelhantes aos da esclerose.

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