Vacina suspeita foi dada a 780 mil crianças em Portugal

Cerca de 2,8 milhões de vacinas Prevenar foram administradas em Portugal a 780 mil crianças, segundo o laboratório que as comercializa, que garante não existir para já uma relação direta entre o produto e a morte de um bebé.

Num esclarecimento solicitado pela Lusa a propósito da morte de uma criança de cinco meses que tinha recebido as vacinas Prevenar (contra infeções graves causadas por Streptococcus pneumoniae, incluindo a meningite e bacteriémia) e RotaTEQ (previne a gastroenterite), a Pfizer assegurou que "revê e monitoriza minuciosa e constantemente todos os seus medicamentos e vacinas preconizando a segurança enquanto prioridade máxima".

"Estamos neste momento a avaliar esta situação em colaboração com as autoridades competentes", adianta o esclarecimento de um dos maiores laboratórios do mundo.

Segundo a empresa, "até à presente data, não foi encontrada qualquer relação directa e causal entre a administração de Prevenar 13 e um acontecimento adverso fatal".

A Prevenar 13 está aprovada na Europa desde dezembro de 2009 e, com base na sua fundamentação científica, "tem um perfil de segurança bem estabelecido e está associada a comprovados benefícios de saúde quando amplamente utilizada".

"As vacinas pneumocócicas conjugadas, Prevenar e Prevenar 13, estão atualmente disponíveis em mais de 100 países em todo o mundo e integram o plano nacional de vacinação da criança em mais de 50 países", prossegue o laboratório.

A Pfizer distribuiu mais de 400 milhões de doses da vacina pneucocócica conjugada a nível mundial (Prevenar e Prevenar 13) e, em Portugal, foram distribuídas aproximadamente 2,8 milhões de doses de Prevenar e Prevenar 13 para cerca de 780 mil crianças.

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