Número de países com dadores voluntários mais que duplicou

O número de países que recolhem sangue de dadores voluntários e não remunerados mais do que duplicou entre 2002 e 2008, divulgou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS), a quatro dias do dia mundial do doador de sangue.

"O número aumentou mais de 50 por cento entre 2002 e 2008", refere o comunicado, lembrando que o dia do doador de sangue, a 14 de Junho, é comemorado todos os anos para destacar a contribuição dos dadores de sangue voluntários e que não são pagos para a saúde pública.

O lema deste ano é "mais sangue, mais vida" e visa incentivar ainda mais pessoas a dar sangue e a salvar mais vidas.

"O objetivo da OMS é que todos os países obtenham as suas reservas de sangue através deste tipo de dadores em 2020", adianta o coordenador da área de segurança da transfusão de sangue da OMD, Neelam Dhingra.

Há nove anos, eram 39 os países que obtinham reservas de sangue desta forma, em 2008 o número subiu para 62. Entre 2007 e 2008, as doações de sangue por voluntários cresceu cerca de 10 por cento em 70 países.

Os dados do OMS revelam que de acordo com a informação disponibilizada por 100 países, 70 por cento dos dadores são homens.

Nos países mais ricos, os doadores tendem a ser mais velhos, ao contrário do que sucede em países com baixos e médios rendimentos em que os dadores são mais novos.

A OMS estima que a doação de pelo menos um por cento da população "é geralmente suficiente" para dar resposta às exigências básicas de um país.

As transfusões de sangue têm sido sobretudo necessárias para substituir o sangue perdido no parto e tratar anemias agressivas.

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