Medidas anti-tabaco salvaram 800 mil vidas nos EUA

As medidas anti-tabaco aplicadas nos Estados Unidos, como o aumento dos impostos e as campanhas de informação, permitiram evitar 800 mil mortes, por cancro do pulmão, entre 1975 e 2000, estima um estudo publicado na quarta-feira, noticia a AFP.

O estudo, que foi financiado pelo Instituto Norte-americano do Cancro (NCI, na sigla em inglês), foi publicado na revista deste organismo federal.

Os investigadores reconstituíram no seu modelo o consumo detalhado de cigarros por pessoas nascidas entre 1890 e 1970, após o que aplicaram um modelo informático sobre a frequência dos cancros no pulmão entre o grupo.

"Estes resultados dão uma boa ilustração das efeitos devastadores do tabaco no nosso país e do enorme interesse em reduzir a taxa de tabagismo", afirmou, em comunicado, o diretor da Divisão de Controlo do Cancro do NCI, Robert Croyle.

Por sua vez, o principal autor do estudo, Suresh Moolgavkar, do Centro de Investigação do Cancro Fred Hutchinson, situado em Seattle, no Estado de Washington, realçou que "este estudo representa a primeira tentativa de quantificar o impacto das mudanças respeitantes ao tabagismo sobre a mortalidade associada ao cancro do pulmão".

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