233 milhões de mulheres sem acesso à contraceção

Um número estimado de 233 milhões de mulheres em idade fértil não terão acesso a modernos métodos modernos contracetivos em 2015, mais do que as 221 milhões de 2010, segundo um estudo publicado hoje.

Excluindo a China, os países em via de desenvolvimento representam mais de 80% das mulheres sem resposta para as suas necessidades, especialmente na África subsariana, revelaram especialistas, em artigo publicado na revista científica 'The Lancet'.

O uso da contraceção pelas mulheres entre os 15 e os 49 anos tem subido nas duas décadas passadas, sustenta o trabalho.

Mas do crescimento demográfico resulta que o número total de mulheres sem acesso a meios de controlo da fertilidade vai aumentar se não existirem fundos que ajudem a minorar o problema.

Em 2010, 12,3% das mulheres em idade fértil não tiveram acesso a contracetivos, uma descida em relação aos 15,4% em 1990, de acordo com o estudo, financiado pelo departamento de População das Nações Unidas (ONU) e pela Universidade de Singapura.

Segundo os Objetivos do Milénio, os países-membros da ONU comprometeram-se a permitir "o acesso universal à saúde reprodutiva" em 2015.

No seu relatório anual dobre o Estado da População Mundial no passado mês de Novembro, a ONU sustentou que o planeamento familiar conduz a um aumento da saúde e da educação infantil, ajuda as mulheres a encontrar o seu lugar no mundo do trabalho e reduz o aborto clandestino.

Se mais 120 milhões de mulheres que pretendem contracetivos os pudessem usar em 2020, um número estimando de três milhões de crianças não morrerá no seu primeiro ano de vida.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

"Gilets jaunes": se querem a globalização, alguma coisa tem de ser feita

Há muito que existe um problema no mundo ocidental que precisa de uma solução. A globalização e o desenvolvimento dos mercados internacionais trazem benefícios, mas esses benefícios tendem a ser distribuídos de forma desigual. Trata-se de um problema bem identificado, com soluções conhecidas, faltando apenas a vontade política para o enfrentar. Essa vontade está em franco desenvolvimento e esperemos que os recentes acontecimentos em França sejam mais uma contribuição importante.