Excessos nas festas afectam espermatozóides

60 estudantes participaram neste estudo das universidades de Aveiro e de Coimbra que concluiu que os excessos nas festas académicas reduz o número de espermatozóides dos universitários.

Neste estudo, os estudantes tiveram de responder a um inquérito com perguntas sobre o que beberam e fumaram, durante as festas académicas deste ano, e se consumiram algumas drogas. Cederam ainda uma colheita de espermatozóides antes e depois das festas.

Primeira conclusão: durante a semana académica o consumo de álcool aumentou sete vezes e, no caso do tabaco, o aumento foi de 1,7 vezes.

Segunda conclusão: depois dos festejos, os estudantes passaram a ter menos espermatozóides.

"Antes e depois da semana académica, passámos de uma situação em que a média era de 65 milhões para 40 milhões de espermatozóides, o que representa uma diminuição bastante significativa de mais de 30 por cento", revelou o investigador Vladimiro Silva à Lusa, adiantando que, ainda assim, os valores registados "continuam acima dos valores de referência para aquilo que é considerado normal". Apesar disso, alertou, individualmente foram detectados casos de diminuições [de espermatozóides] "bastante radicais".

Os investigadores acabaram por não incluir o consumo de drogas no estudo, alegando que não tinham um número de estudantes suficiente que permitisse obter resultados com significado estatístico.

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