Congelar óvulos para ter filhos no futuro interessa a mais portuguesas

Procedimento tem gerado interesse mas ainda é de acesso restrito em Portugal: só em situação de infertilidade ou doença.

Há cada vez mais mulheres portuguesas interessadas em congelar óvulos para adiar a maternidade, embora na maior parte das vezes não concretizem esse desejo. O assunto envolve polémica e voltou a estar na ordem do dia com a notícia de que a Apple e o Facebook pagam o procedimento às colaboradoras que queiram congelar os ovócitos. Por cá, não há empresas a fazê-lo, mas há mulheres que anseiam congelar o projeto da maternidade à espera do "príncipe encantado".

"A prática não é corrente em Portugal. O Serviço Nacional de Saúde não custeia [exceto para doentes sujeitos a quimio ou radioterapia] e há clínicas privadas que o fazem, mas são situações muito restritas", assegura Ana Teresa Santos, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR). A sociedade portuguesa "ainda não está preparada para aceitar" este procedimento. As empresas que o fazem não o publicitam, explica a responsável, "porque é um assunto tabu", mas a médica adianta já ter recebido solicitações de mulheres portuguesas "que não tinham parceiro quando se estava a aproximar o fim da idade reprodutiva".

A iniciativa das duas empresas tecnológicas "é tão generosa que se questiona qual o interesse", diz a presidente da SPMR, acrescentando que pode ser eticamente reprovável se "a ideia for prender as mulheres na idade reprodutiva".

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