Carne mal passada pode aumentar risco de demência

A carne mal passada no forno, grelha ou frigideira produz substâncias químicas que podem aumentar o risco de demência e Alzheimer, sugere um estudo hoje publicado por investigadores norte-americanos.

Os especialistas do Departamento da Divisão de Geriatria e Diabetes Experimental alimentaram ratos com uma dieta rica em produtos finais da glicação avançada (AGE), que têm sido associados a doenças como a diabetes tipo 2, e verificaram que as AGE tinham uma dosagem de proteínas consideradas perigosas para o cérebro e função cognitiva.

Uma dieta rica em AGE afeta a química do cérebro, resumem os especialistas que assinalam que os resultados foram "convincentes", mas não forneceram "respostas definitivas".

De acordo com a BBC, especialistas da Escola de Medicina Icahn no hospital Monte Sinai, em Nova Iorque, testaram o efeito de AGE em ratos e pessoas, e publicaram a experiência com animais na revista Proceedings of the National Academy of Sciences dos Estados Unidos.

Segundo os investigadores, as experiências revelaram uma acumulação de 'beta amilóide', uma proteína que é descrita como característica da doença de Alzheimer.

"Concluímos que a demência relacionada com a idade pode ser causalmente associada a altos níveis de alimentos com AGE", anunciaram os investigadores, sublinhando que "é importante ressalvar que a redução de AGE derivados de alimentos é viável e pode fornecer uma estratégia de tratamento eficaz".

O responsável pela instituição de pesquisa sobre a doença de Alzheimer na Grã-Bretanha, Simon Ridley, lembrou que em estudos anteriores a diabetes foi associada a um risco acrescido de demência, pelo que "este pequeno estudo fornece uma nova visão sobre alguns dos possíveis processos moleculares que podem ligar as duas doenças".

"É importante notar que as pessoas que participaram neste estudo não têm demência. Este assunto até agora não foi bem estudado em seres humanos e ainda não sabemos se a quantidade de AGE na dieta pode afetar o nosso risco de demência", afirmou Simon Ridley.

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