Atleta sul-africana é caso mediático mais recente

Exames ginecológicos concluíram que Caster Semenya é pseudo-hermafrodita. E que esta deficiência genética lhe dá, simultaneamente, características masculinas e femininas.

Nos Mundiais de Atletismo de Berlim, em Agosto, instalou-se a dúvida se Caster Semenya, a atleta sul-africana que bateu o recorde mundial dos 800 metros femininos e conquistou a medalha de ouro, era ou não mulher. O seu aspecto físico e os níveis de testosterona, três vezes superiores aos normalmente detectados num organismo feminino, levantaram suspeitas. A atleta foi, entretanto, submetida a exames ginecológicos. Concluiu-se que Semenya é pseudo-hermafrodita: não tem ovários nem útero, mas tem testículos ocultos internamente - que são os responsáveis pela produção da testosterona que lhe dá mais força física. Estes resultados ameaçam a carreira da adolescente sul-africana, que poderá perder a medalha de ouro e não voltar a competir em mais provas femininas. (mais informação no artigo relacionado/secção Desporto )

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