Redescobriu a história da ciência portuguesa, é o novo Prémio Pessoa

É físico, mas fascinou-se por documentos e livros de astronomia e de matemática dos séculos XVI e XVII, que encontrou "esquecidos" nos arquivos do país. O seu estudo revelou um passado mais rico do que se pensava

O investigador Henrique Leitão teve ontem um dia muito atarefado... a receber jornalistas e a falar para as câmaras e os gravadores. Físico e historiador das ciências, ele trouxe à luz do dia na última década e meia uma série de novidades sobre a história da ciência portuguesa dos séculos XVI e XVII que estavam "escondidas" em documentação antiga e que ninguém tinha estudado antes dele. Com isso, revelou uma participação portuguesa na construção da ciência europeia que era desconhecida. Foi ontem reconhecido com o Prémio Pessoa.

Concedido anualmente a uma personalidade portuguesa, pela sua "intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do País", o prémio distingue este ano, na 28ª edição, o investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) pelo seu "trabalho inovador de reconstrução histórico-científica do legado científico português e peninsular para a Modernidade", afirmou o júri, contituído entre outros, por Francisco Pinto Balsemão, António Barreto, João Lobo Antunes, Maria de Sousa ou Viriato Soromenho-Marques.

"Foi uma enorme surpresa", confessou ao DN Henrique Leitão, sublinhando que se trata também "de uma grande responsabilidade" e, "de um incentivo" para prosseguir o trabalho e a formação de uma nova geração de investigadores nesta área. O seu grupo tem crescido e hoje inclui 10 jovens bolseiros de doutoramento e pós-doutoramento, parte deles estrangeiros, da Suíça, Brasil ou Itália.

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