Procriação medicamente assistida já evita quase 300 doenças genéticas

Técnicas permitem fazer diagnóstico genético pré-implantação do embrião para rastrear problemas. Pioneiro deste diagnóstico para a paramiloidose em Portugal, Alberto de Barros, já fez nascer dezenas de bebés livres da doença

A aprovação na semana passada pela Câmara dos Comuns, no Reino Unido, de uma nova técnica no âmbito da procriação medicamente assistida (PMA) que utiliza dois óvulos, o da mãe e o de uma dadora, para impedir as doenças genéticas mitocondriais - relacionadas com uma pequena estrutura celular chamada mitocôndria - é um novo patamar na prevenção de doenças genéticas. Graças à PMA, e com o diagnóstico prévio dos embriões, já são evitadas hoje entre 200 e 300 doenças genéticas.

O novo procedimento é ainda experimental e tem muito caminho para andar, mas para as famílias que vão poder ter filhos saudáveis graças ele, fará toda a diferença. Só falta agora a aprovação pela Câmara dos Lordes e do Human Fertilization and Embriology Authority (HFEA), o organismo regulador britânico das técnicas de fertilidade.

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