Presença de elefantes desceu 62% em dez anos

A população de elefantes nos países da África central desceu 62% na última década, alertou na sexta-feira um grupo de organizações não-governamentais, que descreve o cenário de "dramático e preocupante".

Na origem deste decréscimo está a caça furtiva em larga escala de elefantes por causa do marfim, sustentaram oito organizações num encontro em Brazaville.

"A situação é dramática e preocupante. É muito perigosa", referiu Jerome Mokoko, diretor da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem.

Só na região norte da República do Congo morreram cerca de 5.000 elefantes entre 2009 e 2011, especificou. Na República Centro-Africana, há trinta anos estavam identificados cerca de 80.000 elefantes, número que desceu drasticamente para "alguns milhares". No caso da República Democrática do Congo, país onde vivia 70% dos elefantes de toda a África central, restam entre 7.000 e 10.000 animais.

Citado pela agência France Presse, Jules Caron, responsável pelo Fundo Mundial da Vida Selvagem (WWF) naquela região africana, denunciou que a caça furtiva de elefantes é protagonizada por "grupos de criminosos internacionais muito bem organizados e armados". O comércio ilegal do marfim acontece no sudeste asiático, em particular na China e Tailândia, explicou Caron.

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