Países ricos financiam pobres no combate à emissão de gases

Encontro de Lima terminou sem medidas concretas para reduzir emissões. Países apresentam até 1 de março de 2015 metas e vão financiar nações mais "vulneráveis".

Dois dias extra de negociações em Lima resultaram num acordo que vincula os 194 países da ONU a apresentar medidas, em 2015, para combater o aquecimento global a partir de 2020, e os países mais ricos a financiar os mais "vulneráveis". Este compromisso muito voltado para decisões que ainda devem ser tomadas, não afasta a possibilidade de acordo na Cimeira de Paris do próximo ano, mas sabe a pouco para alguns dos responsáveis que estiveram no Peru. De Portugal, tanto o ministro do Ambiente, como a Quercus, estão acima de tudo otimistas, perante o resultado da Cimeira.

Em comunicado, o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia considera que a "tarefa era clara e foi cumprida" em Lima. Ou seja, "avançar na superação de divergências que duram há oito anos de modo a garantir que, ao contrário da Cimeira de Copenhaga, seremos capazes de, na Cimeira de Paris, no final de 2015, alcançar um acordo climático abrangente, inclusivo, ambicioso e economicamente eficiente", especifica Jorge Moreira da Silva. Acabado de regressar da 20.ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, o governante português congratula-se pela "base sólida", lançada agora, "para as intensas negociações que vão decorrer nos próximos 12 meses até Paris". Também o ambientalista Francisco Ferreira, que representou a Quercus como observador, elogiou o passo "fundamental e vital" que os participantes deram rumo ao encontro de Paris.

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