Países juntam-se na adaptação às alterações climáticas

Instituições de investigação científica de vários países, incluindo Portugal, juntaram-se para elaborar recomendações sobre a adaptação às alterações climáticas para apoiar as decisões dos políticos e empresários.

Portugal é um dos países que participa no 'CIRCLE2 ERA Net', sob coordenação da Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e integra uma iniciativa que tem como objetivo analisar as formas de lidar e comunicar "as incertezas relacionadas com as alterações climáticas", explicou à agência Lusa o responsável pela Comunicação do programa.

"Através de um fundo [com a participação] da Gulbenkian foi formado um consórcio de especialistas e está a analisar-se a realização de um guia de boas práticas para decisores políticos, para [ajudá-los a] lidar com a questão das incertezas das alterações climáticas no processo de decisão", disse David Avelar.

As consequências das mudanças climáticas, como popr exemplo a ocorrência mais frequente de fenómenos extremos, de seca ou de cheias, começam a ser tidas em conta no planeamento e na definição de estratégias, tanto pelos governos, como pelos responsáveis das empresas e instituições.

Alguns setores, como os da água ou do ordenamento da orla costeira, são mais afetados por estas situações.

Aliás, um conjunto de parceiros, como Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Israel, já mostrou interesse em analisar como gerir a água de uma forma integrada nos países mediterrâneos, uma iniciativa que contaria com a colaboração do norte de África.

O programa 'CIRCLE2' contempla duas formas de trabalho. Por um lado, aposta na partilha de conhecimentos científicos já adquiridos nos países parceiros, por outro, propõe a apresentação de candidaturas conjuntas a projetos que visam a elaboração de recomendações para integrar as alterações climáticas no planeamento do futuro.

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