O primeiro retrato de um exoplaneta

Um grupo internacional de astrofísicos mostra a primeira imagem de um planeta distante, na órbita de uma estrela a mais de 63 anos-luz da Terra

Não é ainda uma retrato de alta definição, mas é a primeira imagem de um planeta longínquo, na órbita de uma outra estrela, que não o Sol, e só por isso ela é histórica.

Captada por um novo instrumento, o Gemini Planet Imager (GPI), instalado no telescópio de oito metros Gemini Sur, no alto do deserto chileno, a imagem mostra um exoplaneta chamado Beta Pictoris b, um gigante gasoso na órbita da estrela Beta Pictoris, situada a 63,5 anos-luz da Terra e comprova as novas possibilidades que o GPI dá aos cientistas de dar novos passos na investigação nesta área.

Os exoplanetas já entraram no vocabulário do dia-a-dia, pelo menos no dos cientistas, depois de o primeiro destes mundos distantes ter sido identificado através de medições indirectas, pela equipa do astrónomo suíço Micle Mayor.

Passados quase 20 anos, os cientistas já descobriram mais de mil destes exoplanetas na órbita de inúmeras estrelas da Via Láctea, mas toda essa busca tem sido realizada através de medições indirectas. A imagem do Beta Pictoris b é um passo em frente que encerra a promessa de novas descobertas, nomeadamente da possibilidade de uma caracterização mais detalhada da realidade desses novos mundos.

"A deteção direta é uma técnica importante para caracterizar os exoplanetas porque permite a observação dos gigantes [gasosos] em localizações [em relação à suas estrelas] idênticas às dos planetas semelhantes no nosso sistema solar", sublinha a equipa coordenada pelo astrofísico Bruce Macintosh, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, no artigo que publicou sobre este avanço na revista científica PNAS.

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