Uma fórmula matemática para estimar a felicidade

Investigadores britânicos usaram um jogo que envolvia, tarefas, expectativas e recompensas e fizeram ressonância magnética funcional para registar atividade cerebral dos sujeitos. O segredo, diz a equipa, está nas expectativas

A felicidade, já se sabia, é uma equação difícil. Filósofos, poetas e artistas perseguiram a sua definição e alguns terão chegado perto. Gandhi, por exemplo, dizia que não havia um caminho para a felicidade, mas que ela era o próprio caminho, e Shakespeare tocou a verdade, quando disse que o ser humano tende a sofrer pelo pouco que lhe falta e a desfrutar pouco do muito que tem. São as expectativas, diz um grupo de investigadores britânicos, entre neurocientistas, psiquiatras e especialistas em computação, que utilizou uma abordagem experimental e chegou a uma fórmula matemática que, diz a equipa, consegue estimar "a noção de bem-estar subjetivo, ou felicidade", de alguém. O jogo de forças entre expectativas e recompensas é uma das chaves.

Para chegar às sua longa e complexa equação (em cima), a equipa, que foi coordenada por Robb Rutledge, da University College, de Londres, avaliou um conjunto de 26 pessoas que tinham de realizar uma série de tarefas que envolviam decisões, expectativas sobre essas decisões e também consequências, que podiam ou não ir ao encontro das expectativas.

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