Uma fórmula matemática para estimar a felicidade

Investigadores britânicos usaram um jogo que envolvia, tarefas, expectativas e recompensas e fizeram ressonância magnética funcional para registar atividade cerebral dos sujeitos. O segredo, diz a equipa, está nas expectativas

A felicidade, já se sabia, é uma equação difícil. Filósofos, poetas e artistas perseguiram a sua definição e alguns terão chegado perto. Gandhi, por exemplo, dizia que não havia um caminho para a felicidade, mas que ela era o próprio caminho, e Shakespeare tocou a verdade, quando disse que o ser humano tende a sofrer pelo pouco que lhe falta e a desfrutar pouco do muito que tem. São as expectativas, diz um grupo de investigadores britânicos, entre neurocientistas, psiquiatras e especialistas em computação, que utilizou uma abordagem experimental e chegou a uma fórmula matemática que, diz a equipa, consegue estimar "a noção de bem-estar subjetivo, ou felicidade", de alguém. O jogo de forças entre expectativas e recompensas é uma das chaves.

Para chegar às sua longa e complexa equação (em cima), a equipa, que foi coordenada por Robb Rutledge, da University College, de Londres, avaliou um conjunto de 26 pessoas que tinham de realizar uma série de tarefas que envolviam decisões, expectativas sobre essas decisões e também consequências, que podiam ou não ir ao encontro das expectativas.

Leia mais pormenores no e-paper do DN

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.