Suspensas escutas de eventuais civilizações extra-terrestres

O sistema norte-americano de escutas para captar eventuais mensagens extraterrestres cessou as suas actividades desde 15 de Abril por falta de verbas, resultante das contenções orçamentais federais.

A diminuição dos fundos concedidos à SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) forçou esta organização com fins não lucrativos, instalada na Califórnia, a suspender a actividade dos seus 42 radiotelescópios, conhecidos como "Allen Telescope Array" ou ATA, desde 15 de Abril.

Estes telescópios situam-se no nordeste da Califórnia, quase 500 Km a norte de São Francisco, e são o principal instrumento de detecção de possíveis comunicações extraterrestres.

"A partir desta semana, o ATA foi suspenso devido a falta de financiamento para o funcionamento dos radiotelescópios de Hat Creek (HCRO), onde se situam", escreveu o líder da SETI, Tom Pierson, numa carta enviada aos doadores privados, datada de 22 de Abril e publicada no site de Internet da SETI.

"A suspensão significa que a partir desta semana, os equipamentos já não estão disponíveis para observações de rotina e a sua manutenção é assegurada por equipas fortemente reduzidas", acrescentou.

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.