Portugueses controlam cães na ilha do Príncipe

Cães errantes sem dono podem transmitir doenças e são problema de saúde pública. Projeto "Educa-Cão" está no terreno

Ninguém sabe muito bem quantos cães existem na ilha do Príncipe, em São Tomé. Por cada família - a pequena ilha tem cerca de sete mil habitantes -, estima-se que existam três cães, mas estes são apenas os que têm dono. Depois há todos os outros: os que erram pelas ruas e às vezes atacam as pessoas, sobrevivendo do que encontram, incluindo galinhas ou ovos de tartaruga, bem como os assilvestrados, que se escondem floresta adentro e que concorrem pelas mesmas galinhas e ovos de tartaruga...

Mas se o seu número total é uma incógnita, uma certeza existe: estes cães podem transmitir doenças, desde a sarna a parasitas de vários tipos, e constituem um risco sério para a saúde pública. O projeto Educa-Cão, coordenado pela investigadora em comunicação de saúde pública Isabel de Santiago, em colaboração com a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, os Veterinários sem Fronteiras-Portugal e as autoridades locais, já foi para o terreno e fez o diagnóstico da situação. O próximo passo é intervir, o que significa vacinar e controlar a população de cães, fase do projeto que se inicia no dia 26 de janeiro.

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Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

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