Portugueses controlam cães na ilha do Príncipe

Cães errantes sem dono podem transmitir doenças e são problema de saúde pública. Projeto "Educa-Cão" está no terreno

Ninguém sabe muito bem quantos cães existem na ilha do Príncipe, em São Tomé. Por cada família - a pequena ilha tem cerca de sete mil habitantes -, estima-se que existam três cães, mas estes são apenas os que têm dono. Depois há todos os outros: os que erram pelas ruas e às vezes atacam as pessoas, sobrevivendo do que encontram, incluindo galinhas ou ovos de tartaruga, bem como os assilvestrados, que se escondem floresta adentro e que concorrem pelas mesmas galinhas e ovos de tartaruga...

Mas se o seu número total é uma incógnita, uma certeza existe: estes cães podem transmitir doenças, desde a sarna a parasitas de vários tipos, e constituem um risco sério para a saúde pública. O projeto Educa-Cão, coordenado pela investigadora em comunicação de saúde pública Isabel de Santiago, em colaboração com a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, os Veterinários sem Fronteiras-Portugal e as autoridades locais, já foi para o terreno e fez o diagnóstico da situação. O próximo passo é intervir, o que significa vacinar e controlar a população de cães, fase do projeto que se inicia no dia 26 de janeiro.

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