O que a ciência ensina à Igreja?

Dar um contributo para o Sínodo de Lisboa é o objetivo dos encontros Escutar a Cidade, organizados por católicos. O primeiro contou com a participação de cientistas e artistas.

Em 1999, Maria Mota tinha chegado há meia dúzia de meses a Nova Iorque, para fazer investigação em malária, no Centro Médico da Universidade de Nova Iorque, quando ali viu um filme sobre o estranho comportamento do parasita que causa a doença: ele entrava e saía de uma série de células antes de se fixar numa delas e iniciar o processo de infeção. Ficou intrigada, mas quando questionou os colegas, eles encolheram os ombros. Não sabiam explicar aquele passeio prévio do Plasmodium falciparum. Mas ela ficou a pensar no assunto.

Quis o acaso que, no dia seguinte, se cruzasse no elevador com outra portuguesa que, ao contrário dela, se sentia muito insatisfeita com o rumo do seu trabalho ali no centro. A colega contou-lhe que queria trabalhar em malária, mas a orientadora impunha-lhe que estudasse o processo de reparação das paredes celulares quando ali ocorre uma rutura. Então, Maria Mota teve uma ideia: e se colaborassem, tentando aliar as duas coisas? Trabalhariam em malária e talvez conseguissem resolver aquele mistério do parasita, que nas suas entradas e saídas rompia as paredes das células... As duas investigadoras acabaram mesmo por resolver o mistério, mas fizeram muito mais do que isso: dois anos depois publicaram os seus resultados na revista Science, uma das mais prestigiadas do mundo, e abriram um novo caminho de investigação na malária.

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Saúde

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