Ir ao Serengeti sem sair de casa e participar no estudo das espécies

Projeto "Snapshot Serengeti" contou com a ajuda de mais de 28 mil voluntários para classificar a fauna da savana em 1,2 milhões de fotos. Estudo foi publicado ontem.

Não é como estar lá, no meio da savana e do calor sufocante, à espera de ver os animais passar ao longe. Nada disso. E, no entanto, há uma sensação de quase presença no desfile das fotografias do projeto "Snapshot Serengeti", em que os instantâneos de zebras, gnus, antílopes, ou hienas, se sucedem, em grupo ou isolados, a correr ao longe em manada, a alimentar-se, ou simplesmente a descansar, ali mesmo ao pé. Não é como estar lá mas, a quem passa pelo site do projeto (http://www.snapshotserengeti.org/), em curso desde 2010, é pedido que observe cada imagem e faça de explorador: há animais presentes, ou não? Se sim, quais são, quantos, e o que estão eles a fazer?

Cinco anos depois do início da aventura, e 1,2 milhões de fotografias classificadas on line por mais de 28 mil voluntários de todo o mundo, a equipa do "Snapshot Serengeti", liderada pela jovem bióloga Alexandra Swanson, da Universidade do Minnesota, nos Estados Unidos, publicou ontem na Nature Scientific Data o primeiro artigo científico com os resultados do projeto, que validam a metodologia utilizada para observação remota da vida selvagem.

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