"Como é que o inventor do primeiro relógio sabia que horas eram?"

Na sua coluna do El País, Jaime Rubio Hancock responde a "grandes perguntas da humanidade", como: "Por que lavamos as toalhas se no fim do duche estamos limpos?"

No dia 3 de janeiro, no programa espanhol ¡Boom!, um concorrente colocou ao apresentador uma pergunta que o deixou perplexo: "Aquele que inventou o primeiro relógio, como sabia que horas eram?" Aproveitando o pretexto, um colunista de ciência do El País, Jaime Rubio Hancock, decidiu dar resposta a esta e 13 outras "grandes perguntas da humanidade", com algum sentido de humor.

O colunista começa por responder à questão do concorrente: o primeiro relógio pode ser atribuído aos egípcios, que dividiram o dia em 24 horas e usavam um relógio solar, no qual "batia" o meio-dia quando não houvesse sombra no relógio.

Veja a perplexidade do apresentador Juanra Bonet, do programa ¡Boom!, perante a questão.

Para Rubio Hancock, porém, a questão não se esgota nessa resposta. "Faz-nos questionar como aprendemos a medir a passagem do tempo, como criámos unidades de medida para o fazer, e, sobretudo, como conseguimos olhar para o relógio sem parar para pensar nestes temas em absoluto", diz o colunista, que aproveitou a sua coluna de quarta-feira da rúbrica "O teu cérebro e tu" do El País para responder a "13 outras perguntas semelhantes".

"Por que lavamos as toalhas? Por acaso no fim do duche não estaremos limpos?" é uma das questões a que escolhe responder, explicando que, apesar de estarmos limpos, as toalhas ficam molhadas, o que facilita o desenvolvimento de bactérias e fungos. Ainda, quando nos secamos deixamos células mortas no tecido. Conclui: "Se queres secar-te com um trapo cheio de mofo e escamas, força".

Outra questão, cuja resposta "estraga a piada", é "As plantas de interior, onde vivem na natureza?" Secamente, Rubio Hancock tem a solução: "Vivem noutros países". Plantas que ocorrem naturalmente nos seus habitats de origem, desde as lagoas do México às selvas do Amazonas, requerem ambientes cuidados para se conseguirem desenvolver em países europeus.

Algumas das várias perguntas que Rubio Hancock escolheu baseiam-se em mitos urbanos, como é o caso de "se as baratas sobrevivem a um ataque nuclear, o que é que metem no inseticida?" "A resposta é kryptonite", diz Hancock, corrigindo-se logo: "Não, é mentira. A resposta é que também não sobreviveriam" a um ataque nuclear.