Anos iguais em nova proposta de calendário

Professores da Universidade de John Hopkins, nos Estados Unidos, querem reformar contagem anual do tempo. Alegam motivos económicos e algum cansaço a marcar as aulas

Fevereiro subiria de posto, passando a ter 30 dias, cada dia do mês calharia sempre no mesmo dia da semana e assim os anos passariam a ser iguais, com uma exceção: a cada cinco ou seis anos, ganhava-se uma semana extra a seguir a dezembro, para repor o desfasamento em relação ao ano solar.

Complicado? O astrofísico Richard Henry e o economista Steve Hanke, da Universidade de John Hopkins, nos Estados Unidos, pensam que não e até veem grandes vantagens no seu Calendário Permanente Hanke-Henry.

Uma delas, segundo dizem, seria económica, já que as folhas de pagamento e os dividendos das bolsas seriam mais regulares, e os feriados de Natal e Ano Novo coincidiriam sempre com domingos, evitando-se as pontes e as perdas de produtividade.

LEIA MAIS NA EDIÇÃO EPAPER DO DN:

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.