Descodificado o genoma da mosca tsé-tsé

Resultado publicado na revista Science é considerado um marco fundamental para combater a doença do sono

Um grupo internacional de investigadores acaba de completar a sequenciação do genoma da mosca tsé-tsé, responsável pela transmissão da doença do sono, que constitui um flagelo para as populações da África sub-Sariana. Os resultados da investigação, publicados na revista Science, são considerados um passo científico importante, que a abre caminho a nova abordagens no combate à expansão do inseto e à doença que ele transmite.

"Este é um marco essencial para a comunidade científica nesta área",afirmou Geoffrey Attardo, investigador da Yale School of Public Health, nos Estados Unidos, que coordenou o trabalho. "A nossa esperança é que este novo recurso possa facilitar a investigação funcional [sobre o vetor e a doença] e ser um contributo para a comunidade que estuda a biologia do inseto", sublinhou o mesmo investigador.

A mesma expectativa, de que o novo conhecimento "possa conduzir a novos métodos para eliminar a doença", foi expressa pela médica e cientista Serpa Aksoy, uma das fundadoras do projeto, há 14 anos.

A doença do sono é fatal quando não tratada - e muitas vezes não é, porque os medicamentos são muitos caros e inacessíveis à maioria da população que vive nas regiões afetadas, no continente africano.

O projeto de sequenciação do genoma da mosca tsé-tsé iniciou-se no ano 2000 e levou 14 anos a completar, com a participação de 140 cientistas e um custo global de cerca de 10 milhões de dólares (7,23 milhões de euros), que foi em parte financiado pela Organização Mundial de Saúde.

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