Cemitério de Itália conta história da saúde europeia

Arqueólogos e paleontólogos estão a analisar esqueletos desde o século XI ao século XIX

A Abadia de São Pedro, perto da cidade de Lucca, em Itália, está hoje abandonada enquanto mosteiro, depois de mil anos de uma vida intensa de culto. Mas hoje respira-se no local um novo - e diferente - alento. A cada novo verão, arqueólogos, paleontólogos, paleobiólogos e geneticistas concentram-se ali para as suas campanhas de escavação.

A descoberta nos terrenos em volta da abadia de um antigo cemitério, também ele milenar, abriu a possibilidade de os cientistas traçarem pela primeira vez um perfil muito completo da evolução da saúde (e da doença) da população europeia ao longo do último milénio.

Localizados numa região que era ponto de passagem de peregrinos, a abadia, o mosteiro e a sua igreja acolheram desde o início gentes vindas do oriente e do sul, do ocidente e do norte, que traziam consigo histórias de vida, e também de morte - doenças e agentes patogénicos agressivos e mortais. Entre eles o que causou a peste negra, que entre 1348 e 1350 dizimou metade da população europeia.

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