Bragança terá parque de ciência e tecnologia no verão

A obra do Parque de Ciência e Tecnologia Brigantia Ecopark, em Bragança, deverá ficar concluída no verão depois de uma paragem de quatro meses devido a problemas financeiros do empreiteiro, anunciaram hoje os responsáveis.

Os trabalhos foram entregues a outra empresa, que já retomou a obra, e estão "a decorrer a bom ritmo", permitindo "cumprir praticamente o calendário inicial, com a conclusão prevista para finais de junho ou inícios de julho", de acordo com o presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias.

O propósito deste investimento de 9,5 milhões de euros é captar, em dez anos, 110 empresas e criar 450 postos de trabalho nas áreas do ambiente, eco construção e energia, mas, a poucos meses da abertura, os responsáveis ainda não avançam o número com que será feita a inauguração.

Questionado hoje, numa sessão de divulgação do novo equipamento, em Bragança, sobre se já há empresas interessadas, o autarca local respondeu: "algumas", acrescentando apenas que "há vários contactos com algumas empresas no sentido de se poderem ali instalar".

O Brigantia Ecopark faz parte de um projeto que junta as autarquias e instituições de Ensino Superior de Bragança e Vila Real e que contempla a criação de um polo de ciência e tecnologia em cada uma das duas cidades transmontanas.

O polo de Bragança tem 33 salas disponíveis para a instalação de empresas e um espaço também de incubação de novos projetos, além de áreas laboratoriais dedicadas à investigação.

O direto executivo, Paulo Piloto, do Instituto Politécnico de Bragança, um dos parceiros, garantiu que "há muitos interessados em instalar-se no parque", embora admita que "o momento não é o mais adequado para a criação de emprego, devido à situação económica que o país atravessa".

Ainda assim, assegurou que "há algumas propostas interessantes, que têm dimensão nacional e não só regional, e até multinacionais interessadas" no projeto.

Os responsáveis têm promovido o "ecopark" em Portugal e no estrangeiro e esperam contribuir para "modificar um pouco o espaço empresarial que existe na região e torná-lo mais competitivo, desenvolvendo a região e o país".

O principal propósito é criar emprego e fixar pessoas na região com a aposta em investimento no conceito "eco", ou seja amigo do ambiente.

Na sessão de divulgação de hoje, em Bragança, esteve presente o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Emídio Gomes, que garantiu que "as empresas vão ter apoios e condições como nunca tiveram" no próximo quadro comunitário de apoio, até 2020.

Emídio Gomes lembrou que "a aposta do país agora é a competitividade e a internalização" e assegurou que regiões como Bragança "vão ter condições diferenciadas para que os jovens empreendedores se fixem".

"Vão ter seguramente ainda melhores condições do que aqueles que se quiserem fixar no Porto ou em Lisboa", afirmou, exemplificando com apoios como as bolsas para alunos com mérito do politécnico de Bragança e da universidade de Trás-os-Montes.

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