Mais de 2 mil taraturgas morreram num ano no México

Peritos internacionais alertaram hoje o Presidente mexicano para a "elevada mortalidade" de tartarugas marinhas nas costas da Baixa Califórnia do Sul, avisando que só num ano morreram 2.000.

Algumas espécies de tartarugas encontram-se seriamente ameaçadas, situação que se tem agravado com mortalidade acidental por causa da pesca artesanal.

O Centro Mexicano do Direito Animal indicou que o Grupo de Especialistas em Tartarugas Marinhas enviou uma carta ao Presidente Peña Nieto, advertindo que as taxas de mortalidade de tartarugas nesta zona são das mais elevadas do mundo.

Em comunicado, o centro refere que, só durante o ano de 2012, morreram mais de 2.000 tartarugas marinhas, o que representa um aumento de 600% em relação aos níveis habituais naquela zona.

Na carta, os peritos pediram ao Presidente mexicano para que interfira junto dos pescadores, apontados como parte do problema, para que assumam práticas ecologicamente sustentáveis. O objetivo deste grupo é reduzir ou eliminar a captura acidental de tartarugas por parte dos pescadores.

"O Centro Mexicano do Direito Animal exige que as autoridades ambientais acolham as recomendações da comunidade científica, dando uma proteção real à população de tartarugas", assinalam os especialistas, citados pela agência espanhola Efe.

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