Genética do cavalo lavradeiro vai ser estudada no Brasil

Este tipo de cavalos que existem em Roraima, na Amazónia, foi levado para o país pelos exploradores portugueses no século XVII.

A genética do cavalo lavradeiro de Roraima está a ser estudada por investigadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Este cavalo, típico dos campos daquele estado da Amazónia, é descendente dos cavalos que os portugueses levaram para o Brasil no século XVII, de acordo com o site globo.com.

Desde essa altura que os cavalos são utilizados pelos boiadeiros que criam gado na área. O facto de serem muito resistentes às doença é um dos aspectos que motiva a investigação dos técnicos da Embrapa.

"É um animal rústico, que sobrevive sem medicamentos e sem vacinas. Queremos determinar a que doenças ele é imune", afirma o investigador Ramayana Braga.

Outro dos aspectos interessantes relacionados com o cavalo lavradeiro é o facto de ele se adaptar bem a uma pastagem muito seca.

Os cavalos que os portugueses levaram para Roraima são hoje uma raça diferente: "Como as fazendas eram muito extensas e abertas alguns desse animais passaram a viver soltos e tiveram mais de dois séculos de selecção natural", explicou Braga.

Cinco produtores rurais do município de Amajari têm um acordo com a Embrapa para o estudo da espécie. Nesse local existem cerca de mil animais que nunca foram cruzados com outras raças.

"Queremos preservar esses animais. Pensamos nisso como um património genético da humanidade", salientou Braga.

Segundo o investigador brasileiro, o estudo genético do cavalo lavradeiro pode começar ainda este ano.

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