Eco-transformação pode reduzir riscos ambientais

A eco-transformação e o seu papel na diminuição dos riscos ambientais estarão em debate na 2ª conferência-debate do ciclo AXA e Quercus, no dia 1 de março, sexta-feira, às 9.00, no Edifício sede da AXA, no Parque das Nações, em Lisboa.

O encontro com especialistas tem como principais objetivos perceber quais as melhores formas de integrar políticas e práticas de transformação e reconversão ecológica no dia-a-dia das empresas e das famílias.

Terá ainda em vista, determinar as suas vantagens e desvantagens no contexto da atual crise, identificar obstáculos e delinear metas concretas para a adoção de medidas e comportamentos mais produtivos e sustentáveis.

Haverá lugar para a apresentação de projetos práticos como o "Lisboa Smart City", pela Lisboa E-Nova sobre a adoção de modelos de inovação na gestão urbana, os projectos de "Green IT", do Grupo AXA e a "Casa Sustentável" de Ricardo Marques, da Quercus.

A permacultura que se relaciona com as construções eficientes, técnicas de agricultura orgânica como casas de banho "secas", compostagem, captação de água, cozinhas com fogão a lenha, filtros biológicos será, também, um conceito em análise.

Esta conferência que integra o ciclo de conferências-debate sobre "Responsabilidade Ambiental na Sociedade" que tem por objetivo promover a adoção de políticas ambientais irá contar com os intervenientes Fernanda Pargana, da BCSD Portugal, Paulo Ferrão da IST /MIT Portugal, Francisco Gonçalves, daLisboa E-Nova, António Dionísio, da AXA e Paula Antunes, da Universidade Nova de Lisboa.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

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Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.