ADN do elefante para detectar rede de tráfico do marfim

Uma equipa americana conseguiu detectar a origem do marfim que se vende de forma ilícita, recorrendo ao mapa do ADN do elefante africano. Selous e Niassa são as zonas de maior captura ilegal.

Cientistas do Centro para a Biologia de Conservação da Universidade de Washington descobriram que é nas reservas de Selous e Niassa, entre as fronteiras da Tanzânia e Moçambique, que são capturados grande parte dos elefantes cuja presas se vendem a cerca de seis mil dólares no mercado negro.

Segundo o El Mundo, o método dos investigadores para localizar as zonas onde os caçadores furtivos matam os animais consistiu na análise de excrementos, recolhidos por todo o continente africano. A partir das células nas fezes, foi possível traçar um perfil genético dos elefantes que partilham o mesmo habitat.

Uma segunda análise, ao marfim confiscado pelas autoridades, permitiu comparar o ADN nas presas com o ADN nas fezes e deduzir de que zona provinham os elefantes capturados, indicando que as redes de tráfico estão na mão de um punhado de organizações clandestinas.

Os resultados indicam que a Tanzânia é, actualmente, o centro mundial da caça do marfim, que é vendido nos portos de Taiwan, Hong Kong, Vietname ou Japão. Cada ano morrem cerca de 8 a 10% dos elefantes do continente africano, em consequência do tráfico ilegal das suas presas, cada vez mais valiosas. A redução das ajudas aos governos africanos para lutar contra o tráfico pode explicar porque a matança de elefantes voltou a aumentar nos últimos tempos.

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