A teia de aranha já não tem segredos para a ciência

Um grupo de investigadores das universidades Complutense de Madrid, de Oslo e de Uppsala apresentam esta semana na revista Nature um estudo sobre a estrutura tridimensional de uma das regiões - denominada "domínio N-Terminal" - das proteínas que compõem a seda das aranhas.

Até agora era um mistério como se produzia a transição da proteína em estado líquido ao estado sólido. Este grupo de cientistas descobriu que, à medida que avançam ao longo da glândula ampulácea, situada no extremo do abdómen da aranha, as moléculas da proteína da seda organizam-se até formar um verdadeiro cristal líquido.

As fibras da seda da aranha são muito mais resistentes do que um cabo de aço de grossura semelhante e muito mais elásticas. Estas podem esticar até 135% do seu comprimento original sem se quebrarem. Esta seda também é três vezes mais resistente do que as fibras sintéticas mais avançadas que se conhecem. Até agora, o homem não conseguira produzir nada semelhante.

A seda da aranha é composta por moléculas proteicas, cadeias formadas por milhares de aminoácidos. As análises estruturais com raio X mostram que a fibra finalizada tem zonas em que as cadeias de proteínas de cruzam mediante conexões estáveis, o que explica a sua resistência.

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