Antártida bate recorde de gelo oceânico

Tendência é oposta à Ártico, no que os cientistas encaram como as duas faces da mesma moeda das alterações climáticas

O gelo oceânico na Antártida atingiu este ano uma dimensão recorde, que é a maior desde 1970. O anúncio foi feito pela NASA, cujos satélites fizeram as medições. A agência espacial dos Estados Unidos alerta, no entanto, que esta tendência de aumento do gelo oceânico a Sul é apenas um terço da tendência contrária a Norte. Ou seja, no Ártico o degelo oceânico é real e é muito rápido.

Segundo a NASA, este aumento do gelo na Antártida reflete sobretudo a complexidade ambiental da Terra e a diversidade de microcosmos num planeta que está a sofrer um processo de mudança climática.

"O planeta a nível global mostra um comportamento eesperado no contexto do aquecimento global", explica Claire Parkinson, do Goddard Space Flight Center, da NASA, citada num comunicado da instituição, sublinhando que, "como um todo, o gelo oceânico está a diminuir como seria de esperar, mas, tal como acontece com o aquecimento global, nem todas as regiões com gelo oceânico apresentam um decrescimento desse gelo".

Desde 1970, o Ártico perdeu em média quase 54 mil quilómetros quadrados de gelo oceânico anualmente, ao passo que a na Antártica se verificaram ganhos da ordem dos 18 mil quilómetros quadrados por ano. Este ano, esse ganho a Sul registou um recorde, atingindo a extensão total desse gelo os 20 milhões de quilómetros quadrados.

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